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Inicialmente
representavam-no como um belo jovem, às vezes alado, que feria
os corações dos humanos com setas. Aos poucos, os artistas foram
reduzindo sua idade até que, no Período Helenístico, a imagem
de Eros é a representação de um menino, modelo que foi mantido
no Renascimento. Apesar de sua excepcional beleza ser altamente
valorizada pelos gregos, seu culto tinha modesta importância.
Com
seu arco disparava flechas de amor nos corações dos deuses e dos
humanos. Afrodite, sua mãe, havia sentido ciúmes de Psiqué,
cuja beleza causava tumulto por onde passasse. A deusa ordenou
que ele fizesse com que Psiqué se apaixonasse por alguma
pessoa de nível muito baixo. Ele a encontrou dormindo e, como
acabou acordando-a ao tocá-la com uma de suas flechas, ficou tão
maravilhado por sua beleza que, acidentalmente, arranhou a si
mesmo com a flecha e se apaixonou por ela.

Substituindo
EROS por AMOR, BELEZA por AFRODITE, ALMA por PSIQUÉ, vemos o real
sentido da explicação mítica do enamoramento e do amor.
O
Amor (Eros) subjuga corações e triunfa sobre o bom senso. Filho
de Caos e de Afrodite (beleza), o Amor é uma força ordenadora
e unificadora, que une os elementos e os faz passar do caos ao
cosmos (mundo organizado), ferindo os corações dos humanos com
setas.
A
Beleza (Afrodite) sentiu ciúmes da Alma (Psiqué), ordenando ao
Amor (Eros) que a fizesse gostar de alguém ruim.
O
Amor se apaixonou pela Alma, pois esta era muito linda, após ter
visualizado a sua beleza e se embaraçado a ponto de arranhar-se
em uma de suas flechas. O Amor se dá pela beleza da Alma. (Fernando
Fernandes)
ACIMA:
IMAGEM DE EROS DEPILANDO
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